Redes Sociais

twitter facebook

BRACARENSES DESISTEM DE SCHETTINE COM CRÍTICAS A BENFICA

BRACARENSES DESISTEM DE SCHETTINE COM CRÍTICAS A BENFICA

Mensagempor admin em 13 ago 2019, 03:07

https://www.abola.pt//img/fotos/abola2015/SANTACLARA/2018/Guilherme1.jpg

BRACARENSES DESISTEM DE SCHETTINE COM CRÍTICAS A BENFICA E SANTA CLARA

O SC Braga emitiu um comunicado esta segunda-feira a explicar que desistiu de contratar Guilherem Schettine. O avançado foi um dos destaques do Santa Clara na temporada passada (sete golos em 18 jogos) e era pretendido por minhotos e Benfica.



Numa cronologia dos factos, o SC Braga revela que o Benfica realizou uma proposta de 1,5M€ pelo passe de Schettine, aceite pelo Santa Clara. No entanto, o brasileiro recusou a mudança uma vez que «desportivamente não era a opção que melhor servia as suas ambições imediatas».



Ao tomar conhecimento deste facto, os bracarenses terão feito uma proposta no mesmo valor, mediante a garantia de que o Santa Clara aceitava negociar pelos 1,5M€ exigidos. No entanto, os açorianos recusaram a abordagem do SC Braga, com a equipa minhota a deixar críticas a Diogo Boa Alma que terá «compromisso para colocar o jogador no Benfica», e a José Luís Gonçalves, pretenso representante do Benfica, que «terá garantido que tanto o jogador como o agente seriam bem recompensados» caso rumassem à Luz.



«Perante o impasse existente, por força da vontade expressa do jogador e da intransigência do Santa Clara, o SC Braga não pode prolongar a espera pelo desfecho da operaçã», terminam.



Confira o comunicado na íntegra:


« A SC Braga, SAD informa, para conclusão de um processo que ganhou dimensão pública ao longo das últimas semanas, que desistiu da contratação do jogador Guilherme Schettine, não obstante a vontade do atleta em transferir-se para o SC Braga – conforme revelado à Comunicação Social pelo próprio – e o cumprimento, por parte desta Sociedade, das condições impostas pelo CD Santa Clara para a transferência do avançado brasileiro.



A conjugação destes factos torna este desfecho absolutamente inusitado, razão pela qual o SC Braga se reserva o dever de denúncia das situações verificadas ao longo deste processo e que, de resto, se têm revelado recorrentes no futebol português, repetindo-se protagonistas num enredo que denuncia quem detém o poder e quem a ele se deixa subjugar.



No que a factos diz respeito, importa reter a seguinte cronologia:



Em inícios de maio deste ano, o SC Braga manifestou interesse no jogador Guilherme Schettine, tendo procurado informar-se das condições para a sua contratação, através de um empresário que representou esta Sociedade nos contactos com o CD Santa Clara. O SC Braga foi informado que a SAD açoriana aceitaria negociações pelo valor de três milhões de euros, omitindo que a cláusula de rescisão é de dois milhões. Perante tal valorização, o SC Braga não concretizou o seu interesse e afastou-se de qualquer negociação;



Após o fecho do campeonato, o SC Braga tomou conhecimento de que o CD Santa Clara negociava o jogador com o SL Benfica por 1,5 milhões de euros. O avançado permaneceria, porém, no plantel do CD Santa Clara;



A 29 de julho, o SC Braga foi informado pelos representantes do jogador que Guilherme Schettine rejeitava a transferência para o SL Benfica, por entender que desportivamente não era a opção que melhor servia as suas ambições imediatas. Nesse cenário, o SC Braga reiterou o seu interesse, após saber pelos empresários de Schettine que havia o compromisso por parte do CD Santa Clara de negociar o avançado pelos mesmos valores discutidos com o SL Benfica;



A 31 de julho, os empresários de Schettine contactaram o Administrador do CD Santa Clara, Diogo Boa Alma, confirmando quais as condições impostas para a negociação, independentemente do clube que apresentasse a proposta. Foi informado pelo Administrador Diogo Boa Alma que seria aceite qualquer proposta de 1,5 milhões de euros. Há registos áudio e um email que comprovam esta tomada de posição por parte do CD Santa Clara;



Informado das condições, o SC Braga concordou com as mesmas e, nesse mesmo dia, formalizou uma proposta que satisfazia as pretensões do CD Santa Clara. Tal proposta, enviada de forma oficial, não obteve qualquer resposta;



A 1 de agosto, o CD Santa Clara contactou o jogador e os seus representantes para a marcação de uma reunião, no dia seguinte, em Lisboa, com os responsáveis do SL Benfica. Guilherme Schettine e os seus empresários recusaram reunir;



Perante a ausência de resposta do CD Santa Clara à proposta apresentada pelo SC Braga, o Presidente António Salvador contactou diretamente o Administrador Diogo Boa Alma, que afirmou que não negociaria com o SC Braga por ter um compromisso pessoal para colocar o jogador no SL Benfica e por temer represálias, remetendo para a cláusula de rescisão e assim faltando à palavra dada aos representantes do jogador;



A 2 de agosto, e apresentando-se como representante dos interesses do SL Benfica, José Luís Gonçalves (ex-diretor de futebol do CD Aves) entrou em contacto com o empresário do jogador, Javier Rangel, pedindo uma reunião com o presidente do SL Benfica e garantindo que tanto Guilherme Schettine como o seu agente seriam “bem recompensados”. Tal abordagem pode ser facilmente comprovável;



Perante o impasse existente, por força da vontade expressa do jogador e da intransigência do CD Santa Clara, o SC Braga não pode prolongar a espera pelo desfecho da operação.



Este longo episódio, aqui denunciado, não é caso único, mas antes a demonstração de uma realidade profundamente entranhada: o futebol português transformou-se num teatro de marionetas.



Sociedades que deviam competir num plano de igualdade resignam-se a uma lógica vertical de influências, na qual “manda quem pode e obedece quem tem juízo” e onde se multiplicam operações que escapam à lógica desportiva, se inflacionam de forma especulativa os valores do mercado e se impede que outros clubes possam reforçar-se.



A fachada do futebol de um País que tem uma Federação tão pujante e uma Liga que se apresenta cada vez mais sustentável esconde a pobreza de um edifício de campeonatos profissionais onde competem clubes tão dependentes de uma mão que as alimente política e financeiramente e tão permeáveis a influências externas, não pela sua falta de grandeza institucional, mas pela pequenez de alguns dos seus dirigentes.



No futebol português, de boas almas está o inferno cheio!»

In A Bola
Avatar do Utilizador
admin
Administrador
Administrador
 
Mensagens: 219944
Registado: 21 set 2011, 23:13

{ SO_SELECT }

{ SHARE_ON_FACEBOOK } Facebook { SHARE_ON_TWITTER } Twitter { SHARE_ON_ORKUT } Orkut { SHARE_ON_MYSPACE } MySpace

Voltar para Clube Desportivo Santa Clara

Quem está ligado:

Utilizadores a ver este Fórum: Nenhum utilizador registado e 0 visitantes