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Promessa aos 17, «cansado» da atual situação aos 25:

MensagemEnviado: 10 set 2019, 14:45
por Maria Coelho
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Promessa aos 17, «cansado» da atual situação aos 25: Lucas Piazón e a nova vida em Vila do Conde

Foi indubitavelmente uma das contratações mais sonantes do mercado de transferências português e procura, sobretudo, estabilidade na carreira. Lucas Piazón, eterna promessa brasileira, reforçou o novo Rio Ave de Carlos Carvalhal e, em entrevista a A Bola, começou por referir a importância do técnico na mudança.

«Tudo começou através do treinador, o [Carlos] Carvalhal. Ligou ao Chelsea, falou com Paulo Ferreira, que é o responsável pelos jogadores emprestados. Ele conhece-me do Championship, defrontámo-nos algumas vezes. Ligou-me também e tivemos uma boa conversa. Foi rápido. Pensei, então, que o Rio Ave poderia ser uma boa ideia: 'Ah, quer saber, vou aceitar. Não tem porque não ir'. A minha ideia, na verdade, era sair em definitivo do Chelsea, mas tal acabou por não acontecer», revelou. O treinador dos vilacondenses foi, por isso, fulcral para o desfecho final. «É sempre melhor ter o contacto direto com quem projeta e monta toda a equipa. É muito melhor do que, por exemplo, o Chelsea chegar e dizer-me: 'Olha, vai lá para o Rio Ave e se vira'. A conversa com Carlos Carvalhal foi muito importante, além de saber que é um grande treinador. Era sempre difícil e chato jogar contra ele no Sheffield Wednesday. Tenho a confiança que vamos fazer um grande trabalho juntos, a equipa é boa. Espero ter a minha chance de triunfar aqui», acrescentou. Aos 17 anos deu nas vistas no São Paulo, foi rotulado de grande promessa e, apesar de não se ter estreado pela equipa principal do Tricolor, atraiu o interesse do emblema londrino que não duvidou em adquirir o seu passe em 2011/12. Sete empréstimos depois, aos 25 anos, Piazón confessa estar «cansado». «Já estou no Chelsea desde 2011, rodei quase toda a Europa por empréstimo. Estou cansado de jogar aqui e ali, preciso de um sítio onde possa sentir-me em casa. Quero saber que em julho vou voltar para o mesmo sítio, para a mesma casa. Estar a mudar a toda a hora é muito complicado», afirmou. Apesar da falta de oportunidades, Piazón não guarda «mágoa» do Chelsea.

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«Jogar no Chelsea é difícil. Além dos grandes jogadores que são contratados com frequência, também existe a pressão de colocar os jogadores mais jovens e formados na casa, o que já não é mais o meu caso. Não fazia muito sentido para o clube colocar-me a jogar, principalmente numa época em que assinavam reforços a troco de 100 milhões de euros e também tinham vários talentos da casa a surgir. O meu tempo no Chelsea já passou. Tenho 25 anos, fui emprestado várias vezes. Fazia uma boa temporada por empréstimo, mas regressava logo e era emprestado outra vez. Não adiantava nada sair por empréstimo, jogar bem, voltar não ser aproveitado e ser emprestado outra vez. Chega a uma altura na carreira que não faz mais sentido passar por tudo isso. Aliás, falei exatamente isso há três anos e tal não caiu muito bem no Chelsea, gerou um certo desconforto. Depois disso fiquei dois anos no Fulham, o que foi muito bom para mim. Ficar dois anos na mesma equipa, na mesma Liga, com o mesmo treinador, isso foi algo importante. Felizmente, hoje estou muito tranquilo e não guardo qualquer tipo de rancor», sublinhou. Por fim, o médio, de 25 anos, garantiu que «Rio Ave no pódio não é impossível» até porque «tem condições para incomodar os grandes». Carlos Carvalhal, questionado pelo zerozero em conferência de imprensa, já abordou o caso de Lucas Piazón

Texto retirado do zerozero.pt