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Segurar a nau em águas bravas

Segurar a nau em águas bravas

Mensagempor Maria Coelho em 08 set 2019, 17:14

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Falou-se muito, criticou-se muito e o Rio Ave x Vitória SC surgiu com algumas semanas de atraso devido a problemas na bancada nascente do Estádio dos Arcos. Os adeptos vitorianos não puderam comparecerem em massa - 500 marcaram presença e ficaram divididos nas extremidades da única bancada disponível -, mas o horário convidativo e o tempo fizeram questão de abrilhantar um espetáculo envolvido em alguma polémica. Vilacondenses e vimaranenses não foram além de um empate a uma bola, mesmo com a expulsão de Borevkovic que desfalcou a turma da casa durante largos minutos. Primeiro estudar, depois tentar O número anormal e até bizarro de ausências levou Ivo Vieira a procurar algo novo. O sistema de três defesas foi posto em prática e as adaptações apareceram com certa naturalidade. Rafa Soares alinhou como extremo esquerdo, João Carlos Teixeira começou no lado oposto; Pêpê e André Almeida assumiram o controlo do miolo - ambos intratáveis no que à disponibilidade física diz respeito - e, por fim, Venâncio, na secção mais recuada, alternou funções de central e médio defensivo consoante os diferentes momentos do jogo. No Rio Ave, a titularidade de Carlos Mané saltou à vista, ele que constantemente ajudou Bruno Moreira - Taremi está em trabalhos internacionais - na criação de lances de perigo. O pontapé de saída deu-se e, numa rápida troca de bola, André Pereira surgiu em boa posição para atirar por cima. Poucos minutos depois, Matheus Reis atirou com estrondo na barra de Douglas e logo com o pior pé. Ligeiros centímetros que impediram um claro candidato a golo do ano. Ora, de forma natural, a pujança inicial foi-se perdendo. O ritmo baixou consideravelmente e a taticamente as duas formações mostravam-se irrepreensíveis. Os flancos vitorianos funcionavam como um relógio suíço - as movimentações interiores de João Carlos Teixeira e Rafa Soares abriam espaço aos alas -, mas, quanto a ocasiões flagrantes, a turma de Carlos Carvalhal conseguiu estar por cima. É verdade que nesse tempo morto houve alguma dificuldade para fintar a coesão defensiva dos vimaranenses e Carlos Mané assumiu um papel de claro destaque. Forte no 1x1, trocas posicionais constantes e... perigo. Bastante perigo. Tanto que Diego Lopes provocou um enorme susto e, mais tarde, a defesa vimaranense viu-se obrigada a tirar uma bola quase em cima da linha. A insistência deu os frutos, já que, numa incursão de Mané pela direita, Bruno Moreira mergulhou para o 1x0. Timing perfeito para ferir o adversário, pensaram os adeptos rioavistas. O problema é que, mesmo com este forcing final, os meninos de Ivo Vieira não baixaram os braços mesmo com tantas contrariedades. Flanco esquerdo ganhou vida uma vez mais e construiu uma jogada que André Almeida finalizou na perfeição. E tudo Borevkovic ia levando... 57 minutos, expulsão de Borevkovic por entrada duríssima sobre Rafa Soares. Aqui esteve o clímax de um encontro que prometera pender para qualquer um dos lados e que ganhou, no imediato, tons brancos e pretos. A partir desse momento, o espetáculo perdeu alguma qualidade. O protagonista não mudou e tornou-se aborrecido, para bem da verdade. Perante o acontecimento repentino, Ivo Vieira refrescou o meio-campo com Mikel e os flancos com o rapidíssimo Encada. E o Vitória dominou. Não tanto como queria e como estaria previsto uma vez que o Rio Ave raramente perdeu o norte, mas o domínio era evidente. Perto dos 80 minutos, João Pedro entrou no all-in vimaranense, enquanto Carlos Carvalhal procurava a melhor forma de deixar o barco seguro em águas perigosíssimas. E Kieszek chegou-se à frente para segurar o empate final.

Positivo

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André Almeida
Numa secção onde poderia estar Carlos Mané, mas aparece André Almeida por tudo o que ofereceu. O golo foi, obviamente, a cereja no topo do bolo de uma exibição completa e desgastante. Correu, defendeu, atacou. Sacrificou-se tanto que aos 66' rebentou fisicamente. Está aqui um diamante para Ivo lapidar.

Negativo

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Entradas que já não se usam
Não foi a primeira e não será certamente a última, mas Borevkovic continua a demonstrar demasiada impetuosidade em certos momentos. Poderia ter pago bem cara a expulsão...

O Árbitro
À exceção de um outro lance, nada a dizer da arbitragem de Hugo Miguel e dos seus assistentes. A entrada de Borevkovic é claramente merecedora de cartão vermelho.

Texto retirado do zerozero.pt
Maria Coelho
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