O FC Porto conquistou, este domingo, a sua 15.ª Taça de Portugal Millennium, depois de derrotar na final o secundário Desportivo de Chaves, por 2-1, revalidando o título conquistado na última temporada.
Apesar de muito perdulário na primeira parte, o FC Porto chegou ao intervalo a vencer por 2-0, com golos do colombiano Freddy Guarin (13 minutos) e Falcao (23).
Os “azuis e brancos”, que podiam ter chegado ao intervalo a golear, acabaram por sofrer nos minutos finais, depois de Clemente ter reduzido para o Desportivo de Chaves, despromovido à II divisão, aos 85 minutos.
Mesmo com a conquista do troféu, os “azuis e brancos” não se livraram de alguns assobios, sobretudo na segunda parte, em que jogaram a passo, sem agressividade, perante um Desportivo de Chaves lutador, mas sem armas para contrariar o favoritismo contrário.
Com este triunfo, os “azuis e brancos” igualaram o Sporting no número de troféus conquistados, mas ainda a nove do Benfica, a equipa com mais títulos, mantendo a tradição de nenhuma equipa secundária vencer a prova.
Apesar do pouco favoritismo, o Desportivo de Chaves ainda procurou surpreender no início da partida, dispondo da primeira grande oportunidade, aos nove minutos, com Edu a aproveitar uma má saída de Helton, para lhe colocar a bola por cima, acabando por acertar no poste.
Quatro minutos depois, o FC Porto, que tinha entrado algo trapalhão, inaugurou o marcador por Guarin, que ganhou em velocidade à defesa e rematou cruzado, mas fraco, com Rui Rego a deixar a bola entrar.
A velocidade de Hulk ia fazendo estragos na defesa flaviense, que, aos 23 minutos, viu o brasileiro isolar-se e dar o segundo golo do FC Porto a Falcao.
Se deu um golo a Falcao, Hulk também poderia ter marcado nas três ocasiões (20, 25 e 32 minutos) em que surgiu isolado, mas não conseguiu marcar, tal como o avançado colombiano, que já nos descontos não conseguiu desviar na pequena área um cruzamento de Guarin.
O Desportivo de Chaves ainda conseguiu introduzir a bola na baliza de Helton, aos 37 minutos, mas o golo foi anulado por mão de Siaka Bamba.
Na segunda parte, apenas um remate de Miguel Lopes à barra e a famosa “onda mexicana” animaram as bancadas, até que Clemente, aos 85 minutos, aproveitou um desentendimento de Bruno Alves e Helton para reduzir.
O mesmo jogador, entrado minutos antes, voltou a criar perigo, num remate de longe, que Helton defendeu para canto, destino idêntico ao que uma “bomba” de Hulk viria a ter na outra baliza instantes depois.
Destaque ainda para as expulsões já em descontos do flaviense Ricardo Rocha e do portista Bruno Alves, que se poderá ter despedido do FC Porto da pior forma.
FICHA DE JOGO
Final da Taça de Portugal Millennium
Estádio Nacional, no Jamor.
Assistência: Cerca de 25 000 espetadores.
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).
Árbitros Assistentes: Tiago Trigo e Ricardo Santos (AF Lisboa)
Quarto-árbitro: João Capela (AF Lisboa)
Desportivo de Chaves 1-2 FC Porto (0-2, ao intervalo)
Desportivo de Chaves: Rui Rego, Danilo, Lameirão, Ricardo Rocha, Eduardo, Siaka Bamba, Bruno Magalhães, Samson (Diego, 61), Castanheira (Flávio Igor, 61), Edu e Diop (Clemente, 79).
(Suplentes: Daniel Casaleiro, Vítor Silva, Flávio Igor, Clemente, Heslley, João Fernandes e Diego).
Treinador: Tulipa
Golos: 1-2, Clemente, 85'.
FC Porto: Helton, Miguel Lopes (Cristian Rodriguez, 62), Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Raul Meireles (Tomás Costa, 46), Guarin (Valeri, 72), Belluschi, Hulk e Falcao.
(Suplentes: Beto, Maicon, Addy, Valeri, Tomás Costa, Cristian Rodriguez e Farias).
Treinador: Jesualdo Ferreira.
Golos: 0-1, Guarin, 13'; 0-2, Falcao, 23'.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Bruno Alves (11 e 90+3), Bruno Magalhães (17), Ricardo Rocha (39 e 90+1), Eduardo (41). Cartão vermelho por acumulação para Ricardo Rocha (90+1) e Bruno Alves (90+3).
In Site Oficial da Federação Portuguesa de Futebol