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«CAMINHO PARA OS GOLOS É TRABALHAR» - SILAS

«CAMINHO PARA OS GOLOS É TRABALHAR» - SILAS

Mensagempor admin em 29 ago 2019, 15:56

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O treinador do Belenenses, Silas, considerou esta quinta-feira, na antevisão do duelo com o Boavista, sexta-feira, no Estádio Nacional, para a 4.ª jornada da Liga (21.15 horas), que o inédito jejum de golos dos azuis em toda a História quase centenária nesta altura da prova é uma realidade circunstancial que irá terminar «com uma vitória» e sublinhou que «o único caminho» que conhece para os golos e triunfos «é trabalho, trabalho, trabalho».



Na conferência de imprensa, realizada ao início da tarde, no Jamor, Silas admitiu que seria uma contrariedade «perder algum jogador» nos cinco dias que faltam para encerrar o mercado de inscrições (até às 24 horas de segunda-feira, dia 2 de setembro) e confessou que «pode chegar» algum reforço, embora sem especificar o setor: «para todos menos guarda-redes, aí estamos fortes».



Eis, na íntegra, a conferência de imprensa do técnico dos azuis lisboetas:



- 4.ª jornada, dois campeões nacionais em confronto… mas não se fala de outra coisa sobre a equipa que não seja que o Belenenses ainda não conseguiu marcar um golo nesta Liga. Falta menos de um mês para o clube chegar aos 100 anos, a 23 de setembro. Sente o peso da História a olhar para vós, para a sua equipa? E os jogadores, acha que isso, de alguma forma, os pode inibir?

- Não! Acho que não. É normal que se fale dos golos, porque o futebol é para se fazerem golos. E ninguém mais do que nós pensa nisso. Estamos fartos de dizer e de demonstrar que, realmente, nos preocupamos muito com o jogo ofensivo. E o golo é o auge do jogo ofensivo. Portanto, é normal que, se não marcamos, que se fale. E não temos de ficar melindrados acerca disso: temos é de continuar a trabalhar. O único caminho que conheço e que aprendi, enquanto jogador, e foram só 22 anos a jogar e agora praticamente dois a treinar, é o trabalho. Isto é mesmo assim. Se fossemos o melhor ataque, falariam que somos o melhor ataque. Como não marcámos, ainda, é normal. Temos de viver com isso. Quanto ao peso da História, a verdade é que já batemos aqui, também, alguns recordes. Esta equipa na época anterior bateu alguns recordes. E éramos nós que para a Lua. E isto de não termos feito golos ainda também não nos vai mandar abaixo. Só conhecemos um caminho, e é sempre o mesmo: trabalho, trabalho, trabalho!



- E o que fez a equipa a nível de treino para colmatar esta pecha?

- Ui, estaria a dizer-vos tudo… finalização, trabalhámos muito! Porque é realmente, onde acho que temos pecado mais. Naturalmente que se não se faz golos, ou se se aparece muitas vezes à frente da baliza, como temos aparecido, e não conseguimos fazer, é normal que se trabalhe mais esse aspeto, a nível mais micro. Foi o que fizemos. Mas, de qualquer maneira, precisamos de aparecer lá, na zona da finalização, para podermos fazer golos. Por isso, temos de trabalhar outros aspetos, não é só a finalização e deixar de trabalhar tudo o resto, pois se não chegarmos à área adversária também não vamos conseguir finalizar. Dificilmente se fazem golos do meio-campo… por acaso agora no treino fiz um, o guarda-redes saiu e eu meti-lhe a bola por cima [sorriso]. Mas isso sou eu, e já não jogo. Trabalhámos muito isso, mas não foi só esse.



- Mas quatro jogos, incluindo a Taça da Liga, não cria alguma ansiedade nos jogadores? Sente-a?

- A mim, não me criava ansiedade alguma. E não acredito que lhes crie a eles, também. Mesmo não fazendo golos, ele [jogadores] têm saído do campo com a sensação do dever cumprido. O jogo menos conseguido talvez tenha sido mesmo o último, ante o Santa Clara. Em todos os outros, criámos ocasiões para fazermos golos, e os jogadores saíram com a sensação do dever cumprido. Como é natural, ninguém mais do que eles querem fazer golos, portanto pode, num ou noutro momento pesar. Mas isso é como tudo: todas as vitórias acabam numa derrota, e todas as derrotas acabam numa vitória. E todas as fases sem golos acabam numa fase com golos. Portanto, nada há que sempre dure.



- É como o ketchup, como dizia o Cristiano Ronaldo? Ou não saem ou vem tudo de uma vez?

- Ele sabe-o melhor do que ninguém [sorriso]. Se esteve alguns jogos sem marcar, todos podemos estar.



- Analisando a realidade friamente, por outro ângulo: sem golos em três jogos, o Belenenses soma dois pontos. O que atesta solidez defensiva e outros predicados, ou não?

- Sim! Também não nos podemos esquecer que somos uma das melhores defesas do campeonato [segunda melhor, a par de Benfica, FC Porto, Santa Clara, Rio Ave e V. Guimarães, com dois golos sofridos, apenas suplantados pelo Famalicão, que consentiu apenas um tento em três jornadas]. E que temos zero golos sofridos em dois jogos fora de casa e, por consequência, não temos ainda derrota alguma fora. Aliás, já na última época fomos das melhores equipas fora de casa. São dados que também são importantes de analisar. Depois, realmente, também o nosso calendário, com dois jogos fora e a receber o campeão, o Benfica, pelo meio. Era um calendário, se calhar, um bocadinho mais difícil, apesar de achar que na época anterior ainda foi mais difícil, mas este ano também não era fácil de início. Portanto, dois jogos fora e sem perder fora, também não é mau. Agora, claro que nós queremos realmente ganhar e marcar golos. Aí não há dúvida alguma, nem como fugir disso. O nosso grande objetivo para este jogo é ganhar, mas vamos apanhar um grande adversário! Vamos apanhar, se calhar, o melhor Boavista dos últimos anos. Um Boavista que tem outra vez a oportunidade de passar pelo menos um dia em primeiro lugar [da classificação]. Já a teve na semana passada, não a conseguiu aproveitar, e vai querer, outra vez, aproveitar a oportunidade. Vai ser um jogo bastante difícil para nós: já vos disse que acho que o Boavista, este ano, está muito mais forte do que no ano passado. Fizeram um grande trabalho durante o defeso. Sabemos que será um jogo difícil, mas jogamos em casa e queremos ganhar!



- André Santos está lesionado mas pode recuperar. Espera tê-lo para o jogo, ou não?

- Vai ser difícil, mas também não é impossível. A lesão foi menos do que se estava à espera. Ele já se tem sentido bem, por isso temos aí uma dúvida. Temos mais de 24 horas para poder analisar, é um jogador importante para nós… vamos analisar. É o único que eventualmente pode falhar o jogo, por impedimento.



- Diz que este é o mais forte Boavista dos últimos anos. Que cuidados o Belenenses terá de ter com este Boavista?

- É uma equipa madura, que não desespera com o andar dos minutos. E temos de ter muito cuidado com as transições deles: são, realmente, muito fortes nas transições. Têm gente na frente com muita qualidade e rápidos. Isso, juntamente com as bolas paradas, são aspetos muito importantes na equipa do Boavista que temos de estar muito preparados para isso. De qualquer modo, e como já vos disse, o Boavista é uma equipa que, para mim, está melhor do que o ano passado e tem outros aspetos importantes que temos de considerar bastante. E, lá está, os três resultados que têm na Liga, uma vitória e dois empates, dizem isso mesmo: que este Boavista é, provavelmente, um dos melhores Boavistas desde que o clube voltou à Liga. Apesar de achar que ainda é cedo, só três jornadas, mas já são alguns sinais, realmente, de que pode vir a ser uma das melhores equipas do clube dos últimos anos.



- Tem um treinador, Lito Vidigal, que também já passou pelo Belenenses e conhece bem o Belenenses. Pode ser uma vantagem do rival?

- Nós também o conhecemos bem a ele. Foi meu treinador, também. Acho que aí não há vantagem para alguém. A que poderá ter é a experiência toda que tem como jogador e como treinador, que, essa, é inegável. Não é o facto de nos conhecer melhor ou pior, ou nós a ele, melhor ou pior. É, realmente, essa a vantagem. [Lito Vidigal] foi jogador de Liga muitos anos, e já é treinador de Liga há muitos anos, e com sucesso. Portanto, a vantagem que pode ter é essa: a experiência, que, realmente, tem.





NÃO CONTA PERDER JOGADORES NESTA ALTURA



- Faltam poucos dias para fechar o mercado. Que jogadores ainda espera receber até final do dia de segunda-feira, 2 de setembro?

- O ideal, para mim, é não perder algum. Depois, se puder vir ainda um ou outro, sei que a administração está a tentar fazer o melhor possível e que possamos trazer mais um ou outro jogador que nos possa ajudar. Mas, lá está: o importante é também não perdermos aqueles que já estão aqui e que já estão a trabalhar connosco há mais tempo.



- Tem indicação da administração da SAD que pode sair ainda algum jogador?

- Sair? Não. Para já, não…



- E que vai chegar algum?...

- Pode ser que chegue. Mas nem sempre conseguimos trazer ou fazer tudo o que queremos. Mas temos a intenção de trazer. Isso é o mais importante. E estamos a trabalhar nisso. Depois, se conseguimos ou não, às vezes nem sempre as coisas correm como queremos… e no futebol mais ainda isso acontece. A minha grande preocupação é não perder os que temos. Se conseguirmos trazer mais alguém para nos ajudar, melhor; se não, ao menos não perder os que temos.



- E para que setor espera ainda reforços?

- Não sei, ainda. Honestamente, acho que poderemos trazer para todas as zonas do campo menos guarda-redes, que, como vos disse já, acho que é aquela em que estamos mais fortes. Nas outras, apesar de sermos fortes, acho que podemos melhorar em todas [defesa, meio-campo e ataque]. Portanto… logo se vê se conseguimos trazer. Mas desde já estamos, também, contentes com os jogadores que temos.

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