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Fazer da Primeira uma tradição

Fazer da Primeira uma tradição

Mensagempor Maria Coelho em 11 set 2019, 15:24

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Quatro jornadas do Campeonato já ficaram para trás, agora segue-se a pausa para o compromisso das Seleções. Aproveitando esses dois indicadores, o zerozero apresenta-lhe durante os próximos dias, até ao início da 5.ª ronda da Liga NOS, a análise tática dos 18 participantes do principal escalão do futebol português. Segue-se o Santa Clara. Há pouco mais de um ano os Açores festejavam o regresso do Santa Clara à Primeira Liga. São Miguel estava em festa e assim continuou ao longo da temporada 2018/19. Sob o comando de João Henriques, os açorianos tiveram a época mais tranquila da sua história e bateram recordes.

Maior número de vitórias, melhor pontuação e melhor classificação de sempre. Foi mesmo uma época histórica, mas que agora é isso mesmo, história. O Santa Clara manteve grande parte da estrutura e aposta na mesma receita para nova época tranquila, com o objetivo de tornar a viagem à ilha de São Miguel uma tradição para as equipas da Primeira Liga. O grupo continuou e o treinador também. João Henriques foi cobiçado mas ficou onde foi feliz, depois de uma experiência que terminou com mágoa em Paços de Ferreira, onde não evitou a descida de divisão. O objetivo para esta época é fazer melhor em todas as competições e é com estes que João Henriques vai à luta. Kaio um, ficaram todos os outros Enquanto umas equipas ainda estão em fase de adaptação, até pelo recente fecho do mercado de transferências, nos Açores não é assim. Kaio Pantaleão foi a única saída de peso no conjunto de João Henriques e embora não tenha chegado um substituto claro para essa posição, o técnico ganhou uma arma forte para atacar a época: a continuidade de jogadores que foram importantes. Rashid e Bruno Lamas foram muito cobiçados no mercado de transferências, mas os dois continuam nos Açores, tal como Francisco Ramos, depois de renovado o contrato de empréstimo. Os três formam um meio campo de construção, ao qual falta o tal médio de recuperação que era Kaio Pantaleão. Antes dos médios, os defesas. Também aí não há muitas caras novas, mas a que chegou entrou diretamente para o onze. Numa posição onde João Henriques tinha lamentado a falta de opções na época passada, João Afonso chegou para dar uma solução imediata e com entrada para o onze inicial ao lado de Fábio Cardoso, uma das revoluções da época passada. Nas laterais a aposta também foi pela continuidade, embora o lado esquerdo precisasse de ser retocado.

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Para a baliza, por empréstimo do Benfica, chegou André Ferreira, mas as exibições de Marco fazem com que o reforço comece a época no banco de suplentes, ao contrário do que tem acontecido com outro reforço. Carlos Júnior, que tinha feito metade da última época em Vila do Conde, fez o primeiro jogo da época no banco, mas os 28 minutos realizados no Jamor convenceram o treinador, que tem apostado no brasileiro, que conta com uma assistência e um par de gestos técnicos interessantes. É, pela continuidade - Schettine esteve perto do Braga mas também ficou - e pelos retoques, um plantel equilibrado, com soluções e que permite a João Henriques olhar para esta temporada com tranquilidade, embora tenha faltado acrescentar qualidade na posição de defesa esquerdo e médio defensivo. Realizadas as primeiras quatro jornadas, como joga este Santa Clara? Rigidez a defender... e a atacar Se os jogadores e o treinador são os mesmos, é normal que este Santa Clara seja um pouco parecido ao da época passada. Os pontos fortes continuam a ser os mesmos - solidez defensiva e contra-ataque eficaz. Um trabalho que tem dado frutos, mas que ainda precisa de ser maturado e de ganhar novas dinâmicas. É que os números não explicam tudo. É verdade que o Santa Clara sofreu apenas dois golos esta época, mas também não deixa de ser verdade que os homens de João Henriques têm cometido alguns erros defensivos nesta fase inicial da temporada, contornados por um Marco que veio para a nova época com capa de herói. Os açorianos têm procurado manter a equipa equilibrada, mas já foram apanhados com algumas bolas nas costas que deixaram o guarda-redes numa situação de um para um, por vezes devido a erros individuais dos seus defesas. Foi assim diante do Famalicão, com duplo erro de João Lucas, e foi assim com o Tondela, com Mamadu a cometer uma grande penalidade que obrigou Marco a brilhar.

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A concentração defensiva tem sido o principal problema de um setor que mostrou capacidade no passado e que tem capacidade para melhorar o registo de 45 golos sofridos da época passada. Ainda assim, o Santa Clara é uma equipa difícil de superar em ataque continuidado, estilo no qual a formação de João Henriques também sente dificuldades. O 4x3x3 dos açorianos transforma-se num 4x2x3x1 com bola. Francisco Ramos e Rashid são os elementos que ligam a defesa ao ataque, mas nem sempre são solicitados pelos defesas, que recorrem em bolas longas para os corredores, retirando importância a um dos craques da equipa. Bruno Lamas tem sentido dificuldades para fazer a diferença neste arranque de época. O brasileiro parece sempre distante do jogo e os colegas também parecem não o procurar, sendo que este Santa Clara, ofensivamente, tem vivido da capacidade de drible de Carlos Jr e dos contra-ataques bem estudados. Neste tipo de ataque, o Santa Clara é das melhores equipas do campeonato e não precisa de muitas oportunidades para fazer golos, tão bem ensaiadas estão estas jogadas. A equipa e o treinador dão garantias de uma época tranquila em São Miguel, mas para dar o salto qualitativo e arriscar chegar um lugar mais acima do que o 10.º do ano passado, o Santa Clara ainda tem de trabalhar, especialmente com bola.

Ponto Forte
Contra-ataques letais
O Santa Clara é das melhores equipas em situação de ataque rápido. Os açorianos têm médios muito capazes na leitura e no passe e conseguem encontrar rápido os melhores caminhos para o ataque. Carlos e Ukra são fortes no espaço e na frente há dois finalizadores que também sabem bem os terrenos que pisam - Thiago Santana e Schettine.

Ponto Fraco
Lateral esquerda
Não tem sido um bom começo para os dois laterais do Santa Clara. João Lucas foi titular no primeiro jogo do campeonato e teve culpas diretas nos dois golos do Famalicão, Mamadu Candé substituiu-o e também não tem estado bem, com a grande penalidade cometida diante do Tondela a servir como exemplo daquilo que um defesa não pode fazer, especialmente dentro de área. A situação está identificada e é clararamente um dos focos dos adversários da equipa açoriana.

História

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Cinco épocas de Primeira
Formado em 1927, o Santa Clara vive apenas a sua quinta época de Primeira Liga. Os açorianos têm sido os grandes representantes da região e procuram continuar a colocar os Açores no mapa dos principais clubes do futebol português. O objetivo passa pela consolidação do clube neste patamar para depois tentar algo mais. A época passada já foi histórica, mas há mais história à espera de ser descoberta.

A Estrela

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Osama Rashid
O iraquiano vai para a quarta época de Santa Clara e é o capitão dos açorianos. Fez uma boa época de estreia na Primeira Liga e agora procura afirmar-se como um dos principais talentos dos outsiders do campeonato. É dos pés de Rashid que saem as melhores jogadas do Santa Clara. É um médio criterioso, que esta época, com a saída de Kaio, tem jogado ligeiramente mais recuado no terreno e que sabe pegar no jogo. A juntar a tudo isso é também um médio com golo - 17 nas últimas duas épocas

O Técnico

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João Henriques
O treinador bateu recordes na primeira época na ilha de São Miguel e a continuidade foi lógica. Os açorianos têm como objetivo garantir a manutenção o mais rápido possível, tal como na época passada, para depois ir à procura de mais recordes. No início da época, o técnico traçou as metas: fazer melhor em todas as competições.

Texto retirado do zerozero.pt
Maria Coelho
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