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«JARRA? PARA MIM É GESTÃO E VAI CONTINUAR A EXISTIR»

MensagemEnviado: 07 ago 2019, 15:49
por admin
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O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), José Fontelas Gomes, falou abertamente sobre a famosa jarra, termo utilizado para quando um árbitro (VAR incluído) comete erros grosseiros e é encostado.

«Jarra? Para mim é gestão e vai continuar a existir. Os árbitros sabem e concordam», disse ao Canal 11, lembrando que «há erros e erros», ou seja, só os mais graves dão direito a castigo, até porque, vinca, «quando as coisas não estão a sair bem, o melhor é parar um tempo e perceber o porquê», acrescentando que antes e depois há «apoio psicológico e da estrutura».



O dirigente disse também que, apesar da «mediatização do erro do árbitro e de tudo o que rodeia a arbitragem», na última época «houve menos ameaças aos árbitros do futebol profissional», mas admitiu que, sobretudo no futebol distrital, o caso é «mais complexo» - note-se que todos os casos são comunicados às autoridades. Garantiu ainda que jamais um árbitro deixará de apitar os jogos de determinado clube só porque um presidente não quer: «Recebo os presidentes quando quero, se entender que isso vai contribuir para melhorar algo. O meu telefone atendo sempre. Nestes três anos as coisas têm sido feitas de forma cordial, tenho um bom relacionamento com os presidentes de todos os clubes. Ouvimos toda a gente, filtramos e corrigimos se for caso disso. Mais do que isso nunca permitirei.»



Satisfeito pelo bom arranque de época, face ao «trabalho muito bem conseguido» de Nuno Almeida e restante equipa na Supertaça, Fontelas Gomes aposta em mais intervenções públicas dos árbitros, para fomentar a «proximidade» com tudo aquilo que os envolve e para que todos vejam que «são pessoas normais» e que «o erro é a derrota deles.»



A fechar, o tema da arbitragem feminina, à boleia da nomeação histórica da francesa Stéphanie Frappart para a Supertaça Europeia. «Tem muito a ver com a conjuntura e é uma boa oportunidade para mostrar o bom trabalho que tem sido realizado», sublinhou. E em Portugal? «Penso que vai demorar alguns anos [a chegarem ao topo], apesar do enorme crescimento. Recordo que pela primeira vez tivemos uma árbitra num Mundial, a Sandra Bastos, e que as internacionais já podem apitar no Campeonato de Portugal. E tem corrido bem, há aceitação e respeito dos jogadores.»



In A Bola