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(ANÁLISE) FIFA 19: FUTEBOL E UM POUCO DE CINEMA…

(ANÁLISE) FIFA 19: FUTEBOL E UM POUCO DE CINEMA…

Mensagempor admin em 23 Oct 2018, 17:50

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FIFA 19 anda à solta (disponível para PlayStation 4 – a versão testada -, Xbox One, Nintendo Switch, PlayStation 3, Xbox 360, PC) e com ele a febre do futebol de sofál. Nada de novo. É assim todos os anos por esta altura, tempo de lançamentos de PES e de FIFA, os dois títulos que dominam o imaginário (e o dia a dia) dos amantes de pontapé na bola virtual.



Jogar FIFA 19 é, em boa medida, comparável à experiência de ver um filme interativo. E logo uma experiência à Hollywood, com dose suficiente de exibicionismo: logo à entrada somos convidados (na verdade é-nos quase imposto, embora possamos recusar) a jogar uma final de Liga dos Campeões. Frente a frente Juventus (de Cristiano Ronaldo, a cara do jogo) e o PSG. Segue-se a personalização da experiência de jogo, a escolha do grau de dificuldade, da nossa equipa favorita, etc.



No meu caso, confesso que me lancei de imediato à Caminhada (The Journey), ansioso que estava, há vários meses, de conhecer o resto da história de Alex Hunter, o rapaz rebelde que o Manchester United despediu e que graças a mim foi campeão na MLS (LA Galaxy) e na Alemanha (Bayern) – na versão de 2018 do título. Para quem gostava, o episódio final (sim, a EA acaba aqui com esta série – que virá a seguir?) . No primeiro ano, Hunter tornou-se uma estrela promissora, no segundo confirmou o talento e agora o desafio é claro: ganhar a Champions League (logo agora que a EA Sports garantiu a prova mais importante da UEFA).



O cenário acaba por ser ideal: com Cristiano Ronaldo de saída para a Juventus, Alex Hunter concretiza finalmente o sonho de jogar no Real Madrid (é o início da história, não há aqui qualquer surpresa estragada) e cabe-nos levá-lo à glória. Uma diferença considerável no título relativamente a anos anteriores é que agora é possível escolher jogar com Danny Williams (o grande amigo de Alex, que tenta afirmar-se no Manchester United) ou com Kim Hunter, a irmã norte-americana, que sonha com um lugar na seleção dos EUA e no Mundial feminino – é possível alternar entre personagens a qualquer momento do jogo, embora sacrificando a lógica da história (melhor será, no caso, experimentar jogar à vez cada uma das linhas temporais).



À semelhança dos anos anteriores, A Caminhada cumpre os objetivos a que se propõe: diverte, desafia e até inova: além de ser permitido jogar controlando toda a equipa ou apenas o nosso craque, há agora uma nova versão em que nos são dados a comandar cinco futebolistas do onze, mais Hunter, no que é introduzido como uma divisão de grupos de trabalho no plantel…



Com a Champions – já se disse – e a Liga Europa garantidas, FIFA 19 continua a destacar-se sobre a concorrência – PES 19, no caso – pela diversidade de equipas e competições oficiais que oferece aos jogadores. A isso junta-se o aspeto gráfico irrepreensível (o rival da Konami não fica atrás). Se o olho deteta diferenças visuais entre os dois títulos dominantes, a verdade é que ambos são deslumbrantes.



O que mais distingue PES e FIFA (e não, não conseguimos dizer qual é o melhor) acaba por ser a experiência de jogo que permitem. É mais ou menos consensual que PES se aproxima mais do que será uma simulação de futebol, já FIFA tem um feeling mais próximo dos jogos de Arcada – ainda assim muito evoluído e muito mais complexo que um simples jogo de arcada!



A riqueza de movimentos ténicos – fintas, remates, etc – faz as delícias dos jogadores mais dedicados, mesmo não sendo necessário dominá-los para se jogar bem ou até ganhar.



Mais uma vez, um dos pontos fortes do título da EA Sports é o modo Ultimate Team, no qual nos é dado o desafio de criar uma equipa, jogar com ela e melhorá-la com o dinheiro ganho noutros jogos. Com ligeiras alterações relativamente a anos anteriores, pode dizer-se que o renovado modo de jogo continua a merecer rasgados elogios das legiões de fãs.



Em todos os cenários há jogos online e offline, contra humanos e contra a inteligência artificial, mas este ano há uma inovação que promete reinventar o jogo: as regras da casa! Um modo em que se torna possível simular todo um desporto que acaba por nada ter a ver com o futebol como o conhecemos, adaptando as regras a nosso bel prazer – por exemplo retirar os árbitros, desligar foras de jogo, faltas, etc; é possível também jogar variantes em que um golo de longe vale por dois ou em que por cada golo marcado a equipa que o consegue fica com menos um jogador…



FIFA 19 é um jogo na linha de FIFA 18. Ou, para quem prefere, um FIFA 18 de cara lavada, melhorado em vários aspetos, alterado noutros. A jogabilidade mantém um nível elevado, embora esteja diferente (parece um pouco mais lento, para ser mais realista) mas no essencial corresponde ao que os fãs da série poderiam esperar. Cumpre, portanto, com as expectativas, sendo aprovado com distinção.

Certo, também, é que quem prefere FIFA a PES vai manter o sentimento com as novas versões dos dois títulos – aplicando-se igualmente o inverso.

In A Bola
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