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«OPERAÇÃO CORREU BEM, FOI COMO TIRAR O CALCÁRIO DA MÁQUINA»

«OPERAÇÃO CORREU BEM, FOI COMO TIRAR O CALCÁRIO DA MÁQUINA»

Mensagempor admin em 21 nov 2019, 14:36

https://www.abola.pt//img/fotos/abola2015/TENIS/2017/gastaoelias1.jpg

Marcada por lesões abdominais, nas costas, no cotovelo e longas ausências, a temporada de Gastão Elias terminou na mesa de operações para uma artroscopia ao cotovelo direito há cerca de 20 dias. O jogador da Lourinhã, porém, já está de volta ao trabalho, satisfeito pela «rápida recuperação» e cheio de esperança de que, sem maleitas e um novo treinador, Guilherme Balboa, a próxima temporada possa arrancar na segunda semana de janeiro.



«Tinha osteófitos e corpos soltos dentro da articulação. Basicamente, quando esticava o braço, a articulação estava cheia de pedrinhas e trilhava o osso. Cada vez que esticava o braço sentia muita dor, não tinha mobilidade completa do braço, não esticava o braço a 180 graus, aliás a extensão máxima do cotovelo era fletida. O que fizeram foi uma artroscopia com quatro furinhos, aspiraram e limparam, como se fosse uma máquina de lavar à qual tiraram o calcário», descreveu Elias, um dos seis portugueses a ter figurado no top-100 - foi 57.º - na sua forma bem-disposta de estar. «O resultado foi logo imediato, no dia a seguir à operação já esticava o braço completamente. Foi um sucesso», acrescentou o atual 378.º do ranking sobre a cirurgia feita em Lisboa, esclarecendo que esta lesão «é resultado de praticar um desporto de arremesso», comum nos praticantes de basebol. «Falei com algumas pessoas e disseram-me que 70 por cento dos tenistas passam por isto. O Kevin Anderson [sul-africano ex-top-10] foi operado a isto há uns anos, o Kei Nishikori [japonês finalista do US Open de 2014] tem algo parecido. O pós-operatório foi tranquilo, sem dores nem inchaços», vincou.


Gastão chegou a Miami esta semana, onde está a trabalhar a parte física com Cassiano Costa, que já fora seu preparador físico, antes de entrar no court na próxima semana. «Fiz uma semana de físico em Lisboa, mas desde segunda-feira que já estou com o Cassiano, depois é que começarei com meu novo treinador Guilherme Balboa, que é de Curitiba, Brasil», informou o primeiro português a ganhar uma partida nos Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro. «Em teoria, na próxima semana começo com o ténis, mas de forma tranquila. Importa ganhar forma física e recuperar o máximo, para não acontecer nada nas primeiras semanas da pré-época que são as mais perigosas para lesões. Preciso estar bem preparado. Depois quando engatar já não paro!», continuou, animado.


Com intenção de iniciar a competição «entre 6 e 12 de janeiro», Elias não quer «fixar nem apressar datas», pois prefere «competir forte o ano inteiro», desta feita com os ensinamentos do novo treinador, Guilherme Balboa, que conheceu nos tempos em que o brasileiro trabalhava com o compatriota André Sá, antigo 55.º mundial de singulares e 17.º de pares, já retirado. «Conheci-o quando viajava com o André, mas melhor agora através da Isa [a esposa]. Surgiu a oportunidade de trabalharmos umas semanas juntos, gostei e agora seguimos. Trabalhou com o Larri [Passos, técnico que levou Gustavo Kuerten aos títulos de Roland Garros e a n.º 1 do ranking], na Academia do Juan Carlos Ferrero e com um dos treinadores do Nadal. É Balboa como o Rocky, mas só Guilherme», rematou o tenista de 28 anos com as graçolas habituais.

In A Bola
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