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Vários portugueses regressam à terceira divisão europeia

Vários portugueses regressam à terceira divisão europeia

Mensagempor admin em 30 jun 2020, 03:17

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Haverá promoções para o Challenge Tour em 2021 e Alps Tour já não irá regressar a Portugal em 2020

Os circuitos principais que representam a terceira divisão do golfe profissional europeu apresentaram os seus calendários retificativos para 2020 e vários jogadores profissionais portugueses irão retomar a competição internacional, incluindo o bicampeão nacional, Tomás Silva.

Record tem acompanhado ao longo destes últimos cinco meses as situações difíceis dos principais golfistas profissionais portugueses, casos de Ricardo Santos e Pedro Figueiredo do European Tour (a primeira divisão europeia), de Ricardo Melo Gouveia e de Filipe Lima do Challenge Tour (a segunda divisão), e de Stephen Ferreira do Sunshine Tour (a primeira divisão na África do Sul).

Há, contudo, cerca de uma dezena de membros da PGA de Portugal que não têm entrada direta nos torneios desses principais circuitos internacionais e que viram, igualmente, a sua vida andar para trás com a pandemia da COVID19. A maioria não compete desde o The Tour Championship do Portugal Pro Golf Tour a 14 de março!

Pedro Lima Pinto é uma espécie de "superagente" do golfe nacional, representando as carreiras de quatro dos jogadores que fazem parte da seleção nacional da PGA de Portugal na Taça Manuel Agrellos: Tiago Cruz, Tomás Bessa, Miguel Gaspar e João Magalhães. Quando em 2017 Filipe Lima sagrou-se campeão nacional, foi Pedro Lima Pinto quem negociou a vinda do "craque" português de França para competir em Portugal. O empresário contou-nos um pouco o que tem visto nestes tempos complicados.

"Os mais prejudicados por esta pandemia foram os jogadores, emocionalmente e financeiramente. Os jogadores da Greatgolf utilizam os patrocínios para custear as despesas de participação em torneios, enquanto as suas despesas do dia a dia são suportadas pelos prémios monetários que ganham. Não havendo torneios, fica mais difícil gerir financeiramente os gastos quotidianos", disse o administrador da Greatgolf à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

Felizmente, a maioria dos patrocinadores manteve os apoios aos jogadores para 2020, pelo que este regresso à competição não deverá estar comprometido, mas muitos deles precisaram de regressar a casa dos pais nestes últimos meses para pouparem nas despesas diárias, o que prejudicou claramente as suas condições habituais de treino.

O Alps Tour anunciou esta segunda-feira a realização de 11 torneios até ao final do ano, entre 13 de agosto e 24 de novembro, passando pela Áustria, Itália, França, Espanha e Egito.

O Bom Sucesso Resort, que estava a negociar o regresso daquele bonito campo de Óbidos ao Alps Tour, desistiu dessa intenção e talvez tente de novo a sua sorte em 2021.

"Não foi nada fácil reorganizar o calendário do Alps Tour em 2020, mas o nosso objetivo era realizar 10 torneios, se calhar 13, sendo que a nossa prioridade será a segurança", disse Estelle Richard, a Diretora de Operações do Alps Tour, que esteve em Portugal há dois anos.

O bicampeão nacional Tomás Silva, Vítor Lopes e Tomás Bessa são os portugueses com categoria para entrarem em todos os torneios do Alps Tour.

Tomás Silva e Miguel Gaspar entraram diretamente na primeira etapa do novo Alps Tour, o 28.º Gösser Open, de 13 a 15 de agosto, na Áustria, de 40 mil euros em prémios. Há ainda um convite reservado para outro português.

"Eles já tinham informado os jogadores há umas semanas da intenção de recomeçarem em agosto, na Áustria, mas que dependeria da evolução da pandemia. Temos todos fome de bola", disse Tomás Silva que, antes disso, em julho, irá tentar defender o seu título de campeão nacional.

Quanto ao Pro Golf Tour, outro circuito que integra a chamada terceira divisão europeia, irá começar mais cedo, no final de julho, com o Open da Polónia, de 30 mil euros em prémios monetários, para o qual estão inscritos o lusodescendente João Zitzer, Alexandre Abreu, Francisco Oliveira e Daniel Silva, o ex-caddie de Ricardo Melo Gouveia e sobrinho do homónimo que conquistou um título do European Tour em 1992.

O Pro Golf Tour irá contar com sete torneios, entre 29 de julho a 28 de setembro, passando pela Alemanha, Áustria, República Checa e Polónia.

Uma boa notícia para os jogadores portugueses é foi o Alps Tour e o Pro Golf Tour terem negociado com o Challenge Tour que os três primeiros classificados do ranking de cada um destes circuitos no final da época subisse à segunda divisão europeia.

Normalmente, é o top-5 que é promovido, mas nesta situação de pandemia temia-se que não houvesse nenhuma vaga para 2021, uma vez que o European Tour decidiu que não haveria promoções do Challenge Tour (segunda divisão europeia) para o European Tour (a primeira) no final de 2020. Afinal, foi decidido o contrário para as divisões inferiores.

"Estamos orgulhosos de anunciar que graças ao trabalho conjunto com os outros circuitos satélites, como o Pro Golf Tour e a Nordic League, conseguimos por parte do Challenge Tour que cada um destes circuitos irá oferecer três lugares para a época de 2021", declarou Estelle Richard do Alps Tour.

O empresário Pedro Lima Pinto, que será coorganizador do Solverde Campeonato Nacional com a PGA de Portugal, diz que estas foram excelentes notícias para os portugueses.

"Tenho falado quase diariamente com os jogadores que representamos e todos parecem-me bem. Agora que estamos mais perto do reinício da competição estão mais motivados. A partir de agosto voltam as competições internacionais e, para já, teremos a boa noticia da realização do Campeonato Nacional em meados de julho, o que vai permitir aos jogadores adquirirem algum ritmo competitivo antes do regresso aos torneios internacionais", disse o administrador da Greatgolf.

A Tee Times Golf solicitou a alguns destes jogadores, em exclusivo para Record, que contassem um pouco o que têm sido estes meses de paragem.

Tiago Cruz, ex-bicampeão nacional: "Foi um momento difícil para todos. Vimos a nossa atividade profissional interrompida devido ao cancelamento e adiamento de torneios. Durante um longo período não pudemos treinar, pois os campos estavam fechados. Eu fui para uma propriedade do meu sogro no Alentejo, longe dos grandes aglomerados para resguardar-me e à minha família. Treinava com um tapete e uma rede, batia umas bolas para manter o corpo solto, mas não dava para fazer mais nenhum tipo de trabalho técnico. É uma situação difícil, porque não podemos competir e ganhar o nosso dinheiro e também não podemos retribuir o apoio dado pelos nossos patrocinadores".

Miguel Gaspar, ex-campeão do Open da Ilha Terceira: "Treinei o melhor que podia, tanto a parte técnica como a física, como se fosse uma pré-época. Não é fácil gerir o treino sem saber quando vamos voltar a competir. Economicamente também não é fácil, pois o meu rendimento vem dos torneios que jogo".

João Magalhães, ex-jogador do circuito universitário americano: "Sou um caso um pouco especial, pois como estou a recuperar de uma lesão, esta paragem não afetou o número de torneios que tinha planeado jogar. Já a minha recuperação foi prejudicada, pois tive que parar com as sessões de fisioterapia, que deveriam ser seis vezes por semana. Segui um plano feito pelo meu fisioterapeuta, mas não foi a exatamente a mesma coisa. Apesar destas condicionantes a recuperação correu dentro do planeado e estou praticamente a 100%. Felizmente o Oporto Golf Club emprestou-me um tapete e bolas para eu poder treinar no jardim".

Tomás Bessa, vice-campeão da Escola de Qualificação do Alps Tour no final de 2019: "Com toda esta situação tive de alterar algumas coisas na minha vida. As rotinas estiveram um pouco mais repetitivas durante o confinamento, com alguma leitura, treino físico e treino de mobilidade. Quanto ao golfe, foi muito pouco e muito adaptado a um driving range na garagem de casa. É uma situação difícil que provocou alguma estagnação na minha evolução como profissional. Financeiramente está a condicionar um pouco a minha vida. Tive de, momentaneamente, regressar ao Porto, a casa dos meus pais, pois não fazia sentido continuar a morar no Algarve não podendo treinar. Foi também uma maneira de reduzir as minhas despesas. Neste momento já estou de regresso ao Algarve, para poder preparar convenientemente o regresso a competição".

Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimes.pt) para Record

Por Hugo Ribeiro
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