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HOQUISTAS PORTUGUESES RECORDAM VITÓRIA NA FINAL EM ESPANHA

HOQUISTAS PORTUGUESES RECORDAM VITÓRIA NA FINAL EM ESPANHA

Mensagempor maririta.78 em 18 jul 2019, 17:37

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HOQUISTAS PORTUGUESES RECORDAM VITÓRIA NA FINAL EM ESPANHA HÁ 59 ANOS

Portugal conquistou o título de campeão mundial de hóquei em patins em 1960.

Dois antigos campeões mundiais recordaram hoje a primeira vez que Portugal ganhou um campeonato do mundo de hóquei em patins em Espanha, há 59 anos, classificando como um "feito inédito" de uma época "extraordinária".

Francisco Velasco, 85 anos, e Amadeu Bouçós, 84, juntamente com Fernando Adrião, já falecido, 'assinaram' a autoria dessa vitória de Portugal por 3-1 frente à Espanha, na final da 14.ª edição do Campeonato do Mundo, disputada em Madrid, em 1960, proporcionando a Portugal a primeira conquista de um mundial em Espanha com quatro jogadores luso-moçambicanos.

"Foi inédito, porque ninguém ganhava na Espanha e nunca ninguém tinha ganhado à Espanha. E foi com uma equipa maioritariamente moçambicana, com (a exceção de) Vasco Guedes, e vencemos o campeonato no meio daqueles 16 mil ou 17 mil espanhóis, que se fartaram de assobiar, mas não conseguiram amachucar-nos", recordou pelo telefone, em declarações à agência Lusa, o avançado Francisco Velasco.

Segundo Velasco, o jogo foi "muito interessante, muito frio, muito calculista da nossa parte e nós, tanto eu como o Bouçós e o Arião, cada um de nós marcou um golo. Portanto, ficou bem dividido o esforço".

"Tenho a bola desse jogo em Madrid. Tenho-a em minha casa", atira também à Lusa, pelo telefone, o seu antigo companheiro na equipa das 'quinas', Amadeu Bouçós.

O jogador recordou ainda: "Lembro-me que usámos uma técnica diferente de tudo o resto que tínhamos feito. Eu só joguei do meio-campo para a frente para destruir o quadrado espanhol e o Velasco ficou a servir-me e eu marquei. Foi uma vitória formidável."

"Era muito difícil bater o Largo (guarda-redes da Espanha) na baliza. Íamos ao pé dele fazer-lhe uma finta, mas o Largo não saía da baliza. Ele conseguia aguentar-se bem. O único que o tirou da baliza foi o Velasco", recordou Bouçós.

Nessa final de há 59 anos, em Madrid, a seleção nacional portuguesa, orientada por António Raio, integrou no quarteto além desse trio de ataque, o guarda-redes Alberto Moreira, fazendo alinhar como capitão de equipa Vaz Guedes, que militava no Campo de Ourique, uma das principais equipas da então 'metrópole'.

"Foi uma obra, aliás, as consequências disso para Portugal quando regressámos foram excecionais. Nunca na minha vida eu tinha sido recebido com tanta gente, desde a fronteira de Elvas até passar por Vila Franca de Xira e entrar em Lisboa, tudo cheio de pessoas, milhares delas, pareciam formigas por todo o lado. Foi extraordinário", contou Velasco.

Segundo Velasco, a seleção das 'quinas' não teve dificuldade em ganhar nessa final, porque já vínha "a ganhar à Espanha há três ou quatro anos".

Amadeu Bouçós recordou ainda que, em Madrid, "os jornais da época disseram que os espanhóis foram impotentes para conseguirem derrotar o plano português".

"Foi o António Raio que se lembrou de fazer uma coisa que eles não estavam à espera e, de facto, até ao final do jogo os espanhóis não conseguiram desbaratar o nosso sistema de jogo. Aquilo foi uma vitória bonita", acrescentou.

Francisco Velasco, que falou em "época extraordinária", vincou ainda: "Eu estive cinco anos na seleção nacional e não perdi nem um torneio. Nós ganhámos tudo quanto havia para ganhar e, agora, se as pessoas querem esquecer isso, estão a esquecer um dos períodos mais gloriosos do hóquei em patins (nacional português)."

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"PORTUGAL ESQUECEU-SE DE NÓS" - CAMPEÕES DO MUNDO DE HÓQUEI

Mensagempor maririta.78 em 18 jul 2019, 17:39

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"PORTUGAL ESQUECEU-SE DE NÓS" - CAMPEÕES DO MUNDO DE HÓQUEI EM ESPANHA HÁ 59 ANOS

Amadeu Bouçós e Francisco Velasco marcaram no triunfo sobre a Espanha na célebre final de 1960.

Os campeões do mundo de hóquei em patins de 1960, na primeira vez que Portugal venceu um mundial da modalidade em Espanha, revelaram-se "esquecidos" por não terem sido também lembrados pela efeméride durante o recente Barcelona2019.

"Nem sequer falaram de nós e nós fomos a equipa considerada a melhor de todos os tempos. Nem sequer falaram nisso. Falaram nos primeiros, Jesus Correia e Correia dos Santos, que foram de facto fantásticos também, mas nós também marcámos uma época e ganhámos a primeira vez em Espanha (1960, em Madrid) e nem falaram neste campeonato do mundo sobre isso", sublinhou à agência Lusa Amadeu Bouçós.

Amadeu Bouçós, 84 anos, e Francisco Velasco, 85, juntamente com Fernando Adrião, já falecido, marcaram os três golos na "inédita" vitória por 3-1 frente à Espanha, na final da 14.ª edição do Campeonato do Mundo, disputado em 1960, que se realizou em Madrid.

No recente Campeonato do Mundo de hóquei em patins, em Barcelona, a Federação Portuguesa de Patinagem homenageou António Livramento, ex-avançado português que também jogou na seleção nacional com Moreira, Bouçós, Velasco e Fernando Adrião - o 'Pelé do hóquei', como foi considerado na Argentina.

"Ele (Livramento) estreou-se comigo a jogar no Chile. E digo-lhe mais, no dia em que ele se estreou e ganhámos o campeonato do mundo, para mim, foi das melhores exibições do Livramento, porque depois ele tornou-se individualista, mas foi um grande jogador", afirmou Bouçós.

O antigo hoquista luso-moçambicano adiantou: "Acho piada esquecerem o Adrião, que foi considerado o melhor jogador do mundo. O Livramento merece ser louvado, mas nós tivemos um papel muito importante (na modalidade nacional)."

"Poderiam ter falado naquela equipa que foi seis anos campeã do mundo, seis anos campeã da Europa, ganhámos tudo e nunca empatámos um jogo, ganhámos todos os jogos e não falaram sequer nisso. Ou perderam os aquivos?", vincou Amadeu Bouçós.

Hoje, aos 85 anos, Francisco Velasco lembra também que esteve "cinco anos na seleção nacional" e não perdeu um torneio: "Nós ganhámos tudo quanto havia para ganhar e, agora, se as pessoas querem esquecer isso, estão a esquecer um dos períodos mais gloriosos do hóquei em patins (nacional português)."

"Costumo dizer que quando alguém tira alguma coisa, tira o lugar onde vive. Tiraram-nos a terra, tiraram-nos a cidade, tiraram-nos o recinto e a estação, tiraram-nos os amigos, ficámos sem nada", rematou Amadeu Bouçós, referindo-se a Moçambique: "Essa minha terra."

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