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RELVADO NO LUXEMBURGO MOTIVOU PLANO DE EMERGÊNCIA

RELVADO NO LUXEMBURGO MOTIVOU PLANO DE EMERGÊNCIA

Mensagempor admin em 19 nov 2019, 16:04

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Deu muito que falar o estado do relvado do Estádio Josy Barthel, onde a Seleção Nacional confirmou, com uma vitória sobre o Luxemburgo (2-0), presença no Campeonato da Europa do próximo ano. Em especial desde que a equipa de enviados-especiais de A BOLA para fazer reportagem na Cidade do Luxemburgo deu conta das péssimas condições do terreno onde decorreria a partida, decisiva para Portugal, e ao qual o nosso jornal deu destaque na primeira página de sábado.



Os responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol tentaram sempre desvalorizar publicamente o assunto, Fernando Santos nunca quis falar muito do tema como forma de manter os jogadores focados no mais importante, mas Luc Holtz, treinador da seleção luxemburguesa, não se furtou a comentá-lo, queixando-se, no final da partida, da «enorme pressão da UEFA antes do jogo por causa do relvado». A verdade é que o estado do terreno do Estádio Josy Barthel era do conhecimento tanto dos responsáveis da FPF como da UEFA desde meio da semana passada e motivou várias reuniões e inspeções. Mais: chegou mesmo a colocar em causa a realização do encontro no local para o qual estava marcado. Foram, portanto, dias muito movimentados os que antecederam o Luxemburgo-Portugal, com vários passos de que A BOLA, ouvidas as várias partes envolvidas no processo, agora lhe dá conta.



Avisados desde quarta-feira



Os responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol foram alertados para os problemas do relvado do Estádio Josy Barthel na quarta-feira passada, véspera do encontro com a Lituânia, que a Seleção realizou no Algarve - aliás, as más condições da relva já eram visíveis no encontro entre Dudelange e Sevilha, referente à quarta jornada da fase de grupos da Liga Europa, realizado no dia 7 de novembro, tendo-se deteriorado ainda mais depois disso devido às condições climatéricas. E desde aí que a FPF esteve sempre atenta ao problema que poderia constituir o terreno para o jogo (que se previa decisivo com vista à presença no Euro-2020) com o Luxemburgo.



Cientes, portanto, do estado do relvado, foram os responsáveis da Federação quem, nessa mesma quarta-feira passada, alertaram a UEFA, que de imediato enviou para o Luxemburgo uma empresa especializada para monitorizar o relvado e trabalhar nos melhoramentos necessários para que a partida decorresse nas melhores condições possíveis. Na Cidade do Futebol a situação foi acompanhada à distância, mas ao pormenor. E por isso, por estarem sempre informados da evolução do estado do relvado, depressa se percebeu que não seria possível a Seleção fazer o treino no Estádio Josy Barthel na véspera do encontro com o Luxemburgo, como é habitual neste tipo de situações. Chegou mesmo, sabe A BOLA, a ser equacionada a possibilidade de fazer mais um treino no Algarve, onde a equipa defrontara a Lituânia, e só depois viajar para o Luxemburgo. Hipótese que acabou por ser abandonada depois de ter sido encontrada solução encarada como satisfatória pelos responsáveis lusos, nomeadamente o local onde a equipa acabou por treinar-se e realizar as conferências de imprensa, em Essen, a mais de 30 quilómetros do palco onde haveria de decorrer a partida.



Pensar numa alternativa…



No sábado, depois de almoço, - a Seleção chegou à Cidade do Luxemburgo na noite de sexta-feira -, uma comitiva da FPF realizou a primeira inspeção in loco ao relvado. Além dos elementos da estrutura diretiva, no local estiveram dois elementos da equipa técnica de Fernando Santos: Ilídio Vale e João Carlos Costa. A equipa de arbitragem, que seguiu diretamente do aeroporto para o estádio de forma a acompanhar a inspeção, também esteve presente, tal como elementos da UEFA, da empresa especializada enviada de propósito para o efeito e da federação luxemburguesa. Sobre a mesa, e face às deficientes condições do relvado confirmadas na visita, esteve então a possibilidade de a partida não se realizar no Estádio Josy Barthel, tendo a Federação Portuguesa de Futebol, apesar da confiança dos luxemburgueses e da empresa enviada pela UEFA para acompanhar as melhorias do relvado, exigido um plano B, por considerar que o estado do terreno de jogo poderia colocar em causa a segurança dos jogadores.



No sábado à tarde decorreu nova reunião de emergência, marcada pela UEFA, para discutir as várias possibilidades para a realização do encontro. Os responsáveis da FPF mostraram-se inflexíveis na sua posição de ser pensado um plano alternativo e ficou definido que haveria nova inspeção ao estado do relvado no domingo de manhã, dia agendado para a partida. Ainda assim, e logo nesse sábado, a pressão da FPF obrigou mesmo a organização a pensar no tal plano B, que ficou acertado entre todas as partes: caso o relvado não aguentasse, o jogo seria interrompido e terminado no dia seguinte, no Estádio Municipal de Differdange, à porta fechada. A Federação tratou, então, de garantir mais uma noite de hotel e plano de voo para segunda-feira, caso tal fosse necessário. O que acabou por não se verificar. Ainda assim, e ao contrário do que é habitual nas partidas da Seleção, nenhum equipamento seguiu para o aeroporto antes do jogo terminar.



Equipados para o efeito



Na manhã de jogo, aquando de nova inspeção, verificou-se que o relvado estava já em melhores condições, embora coberto de gelo devido ao frio intenso que se fez sentir durante a noite e madrugada na Cidade do Luxemburgo. Ainda assim, e para proteger ao máximo o terreno de jogo, nessa manhã foi decidido e comunicado que durante o período de aquecimento nenhuma das equipas pisaria a parte junto à tribuna, claramente a que estava em pior estado.



Apesar das melhorias, o relvado estava, como se pôde perceber, longe de aceitável - os futebolistas portugueses utilizaram equipamento adequado para o estado do terreno - e todos aqueles que estiveram envolvidos nas várias reuniões e inspeções realizadas nos dias que antecederam a partida têm, hoje, noção de que só o facto de o clima ter ajudado (a chuva só apareceu a 15 minutos do apito final) evitou, de facto, o recurso ao plano B, o tal de interromper a partida e terminá-la no dia seguinte, noutro estádio e à porta fechada. Acabou onde começou. E com a festa do apuramento português para o Campeonato da Europa.

In A Bola
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